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Segunda-feira, Fevereiro 9, 2026
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Câmara Municipal de Torres Novas manifesta oposição ao encerramento da Pediatria local

A Câmara Municipal de Torres Novas apresentou, no dia 7 de novembro, um contributo à consulta pública sobre a proposta de “Rede de Referenciação Hospitalar – Pediatria”, manifestando preocupação e oposição ao eventual encerramento do Serviço de Urgência de Pediatria na Unidade Hospitalar de Torres Novas.

O processo de criação e revisão das Redes de Referenciação Hospitalar, definido pela Portaria n.º 147/2016, visa criar sistemas integrados e hierarquizados que garantam acesso eficiente a cuidados de saúde, formação e investigação. A consulta pública permite o envolvimento de profissionais, lideranças e autarquias.

No documento enviado, a Câmara Municipal destaca diversos argumentos para manter o serviço de Pediatria em Torres Novas:

  • Demografia Infantil e Proximidade: Mais de 50% das crianças da área de intervenção da ULS Médio Tejo residem nos concelhos de Alcanena, Torres Novas, Entroncamento e Vila Nova da Barquinha. Em 2024, 53% dos nascimentos da ULS Médio Tejo ocorreram nestes concelhos, reforçando a centralidade demográfica da unidade.
  • Origem dos Utentes: A maioria dos pacientes da Pediatria de Torres Novas provém dos concelhos de Torres Novas e Entroncamento, evidenciando a importância funcional e territorial da unidade para a população local.
  • Centralidade Geográfica: A localização central de Torres Novas facilita o acesso equitativo aos cuidados pediátricos por famílias da região.
  • Equidade entre Unidades Hospitalares: A manutenção do serviço contribui para um equilíbrio justo entre os três polos hospitalares da ULS Médio Tejo – Abrantes, Tomar e Torres Novas –, evitando sobrecargas e promovendo a distribuição equitativa de serviços.
  • Acessibilidade e Mobilidade: Torres Novas dispõe de melhores ligações rodoviárias e opções de transporte público, garantindo deslocações mais rápidas e seguras para as famílias, sobretudo em situações urgentes.

A autarquia sublinha que o encerramento do serviço poderia dificultar o acesso a cuidados pediátricos e comprometer a eficiência e equidade na região. Por isso, solicita a revisão da proposta e a manutenção do serviço, defendendo o interesse público e a justiça territorial.

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